Criptomoedas e crime

Criptomoedas e crime, uma associação válida?

Criptomoedas e crime é um tema que, sob o ponto de vista filosófico, já vem de muito longe.

Dando uma olhadela retrospetiva, constatamos que quando a Humanidade está prestes a usufruir de um qualquer benefício aparecem, de imediato, um batalhão de detratores a mostrar todas as negatividades, e mais algumas, sobre essa dita inovação.

Nasdacoin

É assim há milhares de anos a avaliar pelos relatos que têm chegado até nós. Será que a rejeição de algo novo estará mesmo no ADN do ser humano? Provavelmente sim. Será também pelo medo da ameaça que esse algo possa afetar determinados interesses instalados? Provavelmente sim.

Seja como for, a inovadora Bitcoin e as criptomoedas em geral também passaram, e continuam a passar, embora com menos intensidade, por essas provas.

Mas, como diz o ditado popular: Só se atiram pedras às arvores que dão fruto. Logo é um rasgado elogio à inovação visada, quando tal acontece. Quando se trata de criptomoedas repete-se o sentimento e as consequentes atitudes.

Desmontar o mito da relação entre criptomoedas e crime

Dentro da atitude de dizer mal “a torto e a direito”, apenas porque sim ou talvez não, temos uma lista enorme que, no âmbito da indústria das criptomoedas, tem aparecido na comunicação social e na redes sociais, desde 2010.

São ataques constantes e de vária ordem e com os mais diversos players, emitindo as mais desconexadas e acintosas opiniões. Vejamos uma das pérolas deste léxico de mimos: A Bitcoin é a moeda mais usada pelos criminosos. Vamos desmontar este mito.

  • Na verdade, apenas 1% de todas as transações de Bitcoin, envolvem lavagem de dinheiro.

A afirmação acima transcrita, consta do relatório conjunto de duas entidades credíveis que são: Bitcoinanalisys, da Eliptic e do FDD, empresas que se dedicam a atividade forense e investigação de cibercrime para assuntos de criptomoedas.

  • Por outro lado, qualquer criptomoeda navega sempre numa blockchain, logo as suas entradas e saídas ficam sempre registadas. Logo há sempre rasto desse movimento de capitais, por mais subtil e discreto que seja.

Existem muitos mais exemplos demonstrativos, mas dado o perfil deste tipo de artigos, basta o que ficou dito para se ilustrar o que se pretende.

Sobre o assunto em análise, vou transcrever um texto retirado do livro Bitcoin da autoria de António Vilaça Pacheco: A Bitcoin não é um esquema para lavar dinheiro ou praticar crime. Se o fosse, era aliás bastante ineficiente a fazê-lo. Como vimos atrás, a percentagem de lavagem de dinheiro na Bitcoin é puramente residual e também é público que vários criminosos têm sido apanhados apesar de lidarem com Bitcoin. Portanto a Bitcoin não é um santuário de criminosos como ainda hoje alegam algumas correntes de pensamento.

A importância de analisar a informação

Por isso, meu caro leitor ou minha cara leitora que estás a ler este artigo, sempre que te depares com a temática que relacione criptomoedas e crime, analisa e tira as tuas próprias conclusões, nunca acreditando na primeira abordagem, em tudo o que ouvires, ou leres, sobre este assunto.

Continua a acreditar na indústria das criptomoedas, porque, tens aqui, um dos grandes negócios do século XXI. Nele existe muita comida e TODOS são convidados para o banquete.

Se gostaste deste “cheirinho” continua a visitar-nos em globalcriptomoedas.com ou nas redes sociais.

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